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DISTINTOS LADOS DO MEU SER!

Em meu lado esquerdo...
Habita o lado meio delinquente,
O lado enfadonho, delituoso, delirante,
O lado aborrecido, fastidioso, tedioso e maçante,
É o meu lado prosaico, sem grandeza ou elevação
O lado que me deixa sempre feio o mundo.
Em meu lado esquerdo...
Habita o lado natureza triste
De emoções sombrias e negras lágrimas
É o lado carente, despropositado,
Desacertado, essencialmente indelicado
Mal inspirado, e mal realizado
Mas o meu lado esquerdo...
Mesmo sendo adverso,
Não consegue impugnar, nem resistir
Ao meu outro lado, mais forte e mais ágil
Meu lado franco, leal, aprumado,
Meu lado integra destro, meu lado direito.
O meu lado direito...
Que desfruta de satisfação,
Que reconhece a sorte que lhe é favorável
O lado intimamente contente, abençoado,
Venturoso e afortunado, fértil em imaginação
Alegrete que aviva as cores e os amores.
O lado benevolência, de doçura...
Condolência e compaixão,
O lado embriagado de felicidade
E assim os meus lados, esquerdo e direito
Em paralelos, de lês a lês, de extremo a outro
Em inteira completude, mas...canhota sou.
Lufague URL DE BLOG: OU PAGINA PESSOAL http://lufaguefreitas.blogspot.com/

IMAGEM DE MULHER MADURA!

Olho-me no espelho
e minuciosamente,
procuro entender
minha maturidade.
É notório que percebo
facilmente os sinais,
físicos de minha declinação.
Vou além do reflexo
de minha imagem,
mergulho fundo na alma,
nos sentimentos,
em minhas emoções.
Percebo que minha
visão realista,
supera minhas fantasias.
Sinto-me imune
as grandes frustrações,
analiso os questionamentos
com mais determinação.
Vejo no espelho a minha
melhor capacidade
de entender
minhas perdas, meus medos,
minhas lamentações
físicas e emocionais.
Vejo certa luz no espelho,
fazendo brilhar
minha maturidade refletida.
Um certo brilho de autonomia,
minha maior liberdade de escolha,
minha experiência, minha serenidade,
minha sabedoria em valorizar
as fases de minha vida.
Em saber tirar dela o que ela
tem de melhor a me oferecer.
Enxergo ainda patente
em minha consciência,
sensualidade, erotização.
Ainda mais profundamente,
vejo uma reconhecedora
de perdas e ganhos,
quando tento balancear
Os custos, benefícios
de minha jornada.
Fecho os olhos e convicta,
imagino em minhas mãos
o leme em que posso direcionar
o rumo de minha existência
com plenitude e libertação.
Que gire a roda do tempo!
Lufague
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AUTOESTIMA!
Eu comigo mesma no meu maior apreço
Eu em minha consideração,valiosa essencial.
Eu em meu favorável conteúdo interno,
Acumulado de um lúdico tempo.
Sou eu e meu humor adaptado
As diversidades de meu cotidiano.
Sou eu afastando a tristeza “Num chega pra lá”.
Sou eu a tirar com vontade os espinhos da rosa.
O querer embriagar-me na sede de viver
O querer revelar o interior confiante de meu rosto
Na segurança intima de meu atrevimento.
Eu em unidade de espírito, confiança,
Afeição intima, entre meu imo e meu âmago.
Eu e a valorização de mim mesma.
Lufague

DOM DE SER MULHER!
Sei de minha inteligência emocional
Sei de meu carinho e minha intuição
Sei também de minha capacidade racional
Sei de minha compreensão e fiel dedicação.
Sou amante, companheira, qualquer dona, concubina
Considerada pouco estável em minha fragilidade
Sou valente, destemida na rotina de minha sina
Minha fortaleza está no ânimo de resistir às adversidades.
Sou a que acolhe, germina,gera a semente da existência
Em sua evolução. Sou a que ciclicamente sangra...
A conjunção da vida em período de reprodução.
Completando o ciclo existencial, em minha frágil força
acalento, afago, segrego de meu ser o suco,sumo branco
Que alimenta e o dom de sangrar em lagrimas o néctar da alma.
Lufague

QUERO VIVER!
Quero sentir todos os sentidos latentes...
Quero ver mais com a imaginação, entrelaçar realidade e ilusão
Feito trançar fios de ouro a fios de latão
Quero ouvir mais com os sentimentos,
O silencio que traz a linguagem dos pássaros
Cortando o idioma dos ventos.
Quero sentir mais com o equilíbrio da emoção
O suave abraço da tristeza ao contentamento em comoção.
Quero Ver, ouvir, sentir, aguçar esses sentimentos
Assim bem viver... Cada átimo de meu efêmero tempo!
Lufague

MONALU!
Habita em mim, uma mona!
Não a mona Da Vinci, de sorriso enigmático, obra prima da eternidade.
Habita em mim, a mona simples mulher!
Não a mona Amélia de Ataulfo Alves e Mário Lago,
Que aceita toda sorte de privação sem reclamar, por seu homem amar.
Habita em mim, uma mona simples mulher!
Mas ciente de deveres e direitos, atenta a defender a jus de outra qualquer.
Habita em mim, a mona mulher dedicação!
Dotada de sentimentos femininos, carinho compreensão.
Habita em mim, a mona dona, não a “Dona” título honorífico real
Mas a que tem domínio, senhora de alguma coisa, dona mãe, dona amante, dona mulher.
Habita em mim, uma mona!
Não como a “mulher de Cesar” com imperial reputação inatacável
Mas como a mona mulher comum ativa
Que chora seus medos ama seus afetos e enfrenta seus embates de vida.
Habita em mim, uma mona!
Não a fêmea do mono, nem a boneca de pano feita de ilusão
Mas a mulher prenhe de sentimentos e pronta a luta travar, em sua própria razão e emoção.
Lufague

DUALIDADE EM MIM!
Nas voltas de minha consciência...
Dou-me de cara com o contraditório e suas diferenças
Sua afirmação e sua negação, sua oposição
Então descobri...
O bem e o mal habitam em mim...
Anjo e diabo habitam em mim...
Pudor e despudor habitam em mim...
Temor e coragem habitam em mim...
Incredulidade e fé habitam em mim
Amor e desamor habitam em mim...
Fantasia e realidade habitam em mim...
Alegria e desalento habitam em mim...
O perfeito e o imperfeito habitam em mim...
Enfim defeitos e qualidades habitam em mim...
E assim descobri...
O dualismo do mundo existe em mim...
Sou duas coisas ao mesmo tempo,
O equilibrio faz prevalecer o que melhor alimento.
Sou a coexistência do universo!
Lufague