O tempo deixou suas marcas de um jeito muito peculiar nas paredes do meu rosto, a suavidade que desde outrora serve de encosto para afetos fraternos trazem silhuetas de um passado que, a essa altura, nada vai apagar. Não que o futuro esteja garantido, nada disso,estou trilhando a ponte da vida.
O meu trilhar , nada hesitante , sem medo do depois, é firme.
Conto com amigos preciosos, mesmo na ausência física, sinto a presença do amor de cada um de vocês.
Quando penso em esmorecer, me sinto puxada pelas mãos , as belas mãos daquele que ensina a arte do bem viver, me ensina a perdoar, me ensina o comprometimento com o próximo, e assim, compartilhamos sentimentos.
O amor nos faz confidentes , amigos, companheiros...
Temos uma “bossa” só nossa, lendo textos livres de qualquer pretensão, ouvindo as belas melodias de George Harrison.
Ele não me aprisiona e eu o liberto.
Sinto o vento...
Gira em volta de mim...
O tempo me vigia...
Sou uma eterna criança sabendo amadurecer...
Hoje tenho 40 anos... e sinto que ainda tenho muitos encontros marcados com a vida!
Caixa de Recados (4 comentários)
Você precisa ser um membro de OFICINA DA POESIA para adicionar comentários!
Entrar nesta rede social

Quero poder voltar a ser criançae receber todo o carinho que mereço,
pois sendo assim, volta minha esperança,
pois se me vejo na criança, do adulto esqueço.
JP
O látego do carrasco
Deixou a mostra as veias abertas
De uma América sem líderes,
Cheia de ditadores patéticos
E de déspotas obtusos,
Promíscuos em suas salas de mármore.
Há os que iludem com discursos
E os que mentem sem palavras –
Apoderam-se de mecanismos de tortura
Para espalhar o pânico e o terror.
A América se ergue com a sua mão direita
Que, ensangüentada, deixa-se extinguir,
Cambaleante cai sobre a perna esquerda,
Em repetidos golpes...
O guerrilheiro está morto!
Seu idealismo se tornou sonho,
O sonho transcreveu sua lenda,
A lenda transformou-se em eternidade.
A América de Guevara se perpetua,
Em sua eterna busca
Pelos verdadeiros líderes,
Por sua total e plena liberdade.
*Do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan.